Loading

Coisa de poeta

Um café pra acordar

Um beijo pra acalmar

Uma lâmina pra afiar

Uma rima pra respirar

Meus pés na terra do quintal

Minha voz na garganta quieta

Meu desejo era sexual

Não é coisa de poeta

Vivo preso à janela

Olho a rua e seus mendigos

Alguém bate à minha porta

É sempre isso que imagino

A rima se perdeu

Não é coisa de poeta